segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

OS TITÃS

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Os Titãs

Os titãs serão esquecidos
Mas...
Não por falta de signos para holofotes

Incandescentes como cometas
Seus brilhos 
Rasgarão os céus 
Em volúpia trajetória parabólica

Os credos
Mantiveram-os em pé
Solidificados na delinquência
Onde
Incongruentemente
Destituídos
Governaram
Calçadas sujas
Papelões acolhedores
Asfalto quente
Miséria
E conhecimento empírico

Vendo
Por sobre as divisórias
O ceticismo analítico drenador
Impor por criticidade
Entraves

Contexto cheio de consagração 
Resignação e resiliência
De vidas
Buscando sentidos

Legendas subscrevem ideias
Que nunca foram trocadas
Ao relento do sereno
Mas
Vendidas
Como teses aposentadas
De antigos mestres
Monges
Do extinto monastério

Segue a loucura dramaturga
Que sequer
Verá como ciência
O orvalho no carvalho
Das imperfeições ali contidas

O som do trem partindo
Ensurdeceu-nos
Dopando nossos sentidos

O tato esgrimou a escrita
Mumificando oradores
Sobrando
Odres velhos de uma biografia lunática
Desamparada sem capa
Num canto qualquer
Da sebo mística

Sobejando raras visitas
Salvas pelas penas
Do incansável
Espanador do Destino
Guardião dos pergaminhos
Atemporais

Reminiscências
Dos filhos dos êxodos
Externos
Internos
Intransigentes

Não há encanto pessoal
Apenas o instinto
De continuar a rota

A vigência
Dos filhos de Deus
Filhos teus
Semideuses
Heróis


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O HIP-HOP QUE ME CRIEI



Registro by @israelph

"Quanto mais me explico, menos sou compreendido, mas, ainda assim deixarei os recados em versos mau concebidos que se debatem dentro de vasos ungidos que transbordam de amor ao próximo... só gratidão! Deus seja louvado"


O Hip-Hop que me criei


Foi enterrado vivo
Fora de mim

Lentamente 
Na passagem do nada resistir ao tempo

Não há necessidade de investigação
Teorias de conspiração
Silêncio de inocentes ou
Queima de arquivos

Existe um ciclo natural!

Geração e gerações reinventam a contemporaneidade nas metamorfoses que enfrentamos
As mesmas que acreditávamos não sermos capazes de suportar!

Vejo o ontem no hoje
Diferente
 Intempestivo
Malicioso e ousado

Mas...
Em algum momento nos questionamos sobre o que estávamos deixando como exemplo? 


Passamos para frente o que amedrontados
Desistimos de ansiar

Consequentemente
Nossas medalhas iram para o peito de outras pessoas

E...
Mesmo questionando méritos
Algumas ações seriam irrefreáveis

Pouco importa o que pensamos! 
Opiniões são apenas idéias que divagam no espaço do ar rarefeito

 Isso não quer dizer que não perseguimos os sonhamos com todo o ímpeto que nossa juventude podia realizar

Mesmo que o que sonhamos não tenha se concretizado, isso não faz de nossas ambições superficiais ou menores do que os anseios da atual geração

Agora, afrontar o que ora ou outra retorna com muito mais força do que se aplica insensatez é muito leviano e sem conexões com o que era para ser real ideário das motivações de que mudaríamos o mundo ou pelo menos o nosso

As contradições tornaram-se as contra indicações e o manifesto virou discurso político nas frases de efeito sopradas no vazio das ruas vazias 


Poucos compreenderam categoricamente o que era realmente o 
" Aprendizado Girando de Costas"   

Apenas aceitarei

A translação e a rotação nesse piso quadriculado na disciplina  sonora da marcha de nossos sapateados encantados pelas luzes piscantes do meu Box

Os tênis sem cadarços, jeans velhos, o brasão trifólio dos mantos coloridos mantinham a identidade viva

As pressões sempre foram gigantescas, insistir, resistir, persistir
Ou 
Entregar-se, render-se, renunciar, abdicar

O reconsidere sempre reluz de alguma maneira 
Não sei até quando
Mais estou aqui 
 
Enquanto continuo deslizar 
Nesse piso liso
Vitrine de vidas

Obrigado por tudo
Meu Velho e Sujo
Hip-Hop 






Tupinikingz_Bbmcs










BBMC'S MUDANÇAS

Registro pessoal

Anderson e André 
OZG3M3OZ
Bbmc's

"Desenvolver oficas por meio da "Arte das Palavras" sempre foi um desafio por conta da baixa escolaridade e os processos de evasão escolar tão inerentes dentro das culturas de Guetto... Rimas, Poesias e versos são tão usuais e orgânicos da boca pra fora, mas, com trabalhosos processo cognitivos intrínsecos que permeiam sua elaboração, estruturação e oralidade... Processos intelectuais contundentes e que aos poucos passam refletir seu momento por meio dos desabafos do canto falado!"

Palavras nunca são apenas palavras...


BBMC'S Mudanças

Mudei,
De que lado da mesa fiquei
Acertei ou errei?

Não sei!

Acreditei,
Muito mais do que esperavam

Quando ficou difícil
Todos me abandonaram

Resisti, insisti estou aqui
A cada rosto novo,
Penso que eu consegui

Devagar
Depois de tantas pancadas
Lápis borracha
E uma mente afiada

Quando te vi a primeira vez...

Me olhou e pensou
Quem é esse cara
Que ainda não pegou no Mike
Mas, fala com a alma
Não agride com palavras
Mas, conhece a parada

Pensa! Fala!
Discursa muito bem
Professor de Mc
Na escola ainda não tem

Não tem muitas coisas
Coisas que façam sentido
Num pedaço de papel
Mostram-me o que têm sentido

 Graves e agudos, caixa e bumbo
Mike e Beatbox 
Frases viram chumbo

Um peso pesado o som da produção
Beats alucinados
Mão única da exclusão
Profecia enigmática
 Cisco nos olhos o fardo do refrão

Dj's
 Riscando o vai e vem do vinil
A mente viajando
 Shows por todo esse imenso Brasil

Fluência coerência 
Ensino é fundamental
Laboratório do que é experimental

Um só idioma, língua, alfabeto
Confusão visionária 
Força do dialeto

Bairro, vila, gueto, minha vida
Tudo de mim nesta história tá contida

Abro a janela onde me criei
Sinto- me um flautista mágico
O que queria ser um rei

Chorei cresci e me revolucionei
Cheio de dúvidas
Só eu sei o que passei

Ruas, músicas, dança como arte
Mãos estendidas
Gratuidade do resgate

Náufragos a deriva
Realidade a céu aberto
Muitas braçadas
Até que pudesse ver de perto

O Hip-Hop como cultura
Minha literatura
Cordéis e xilogravuras
 Sem ser linha dura

Artistas Educadores 
Ideais promissores 
Refinando talentos
Salvando o mundo cão
Longe do seu TV em cores





Tupinikingz




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

IRREFREÁVEL HOMO SAPIENS


 

"São tantos deslizes imorais que a avalanche soterra pequenas lutas e conquistas, pondo cada um em seus devido lugar em ordem errada" 



 Irrefreável Homo Sapiens


Impossível voltar à realidade
Os quintais onde brincávamos
Não mais sentiram

O toque dos pequeninos dedos
Pipas no ar e a cordialidade do vento matinal 
 
Epiderme tocada pela brisa
Sol no céu sem nuvens
O campo, infância, lírios e picão

Nossas pegadas
Foram extintas
 
Faziam fronteira
Entre areia do mar e a ilha que nos tornamos a medida que o tempo passava

Prólogo imaculado de inocência
Sabemos disso
Melhor que os outros que também perderam a magia que vos traziam de volta a Nárnia

Perdemos as migalhas
Sabe?
A certeza para o caminho de volta

Fantasiávamos tantas vezes refazer passagem
 Sem cogitar
Que haveriam perdas até chegar  a "esse" Aqui


Em todas as idas e vindas 
Um efeito borboleta
Somos sequelas ou o que sobrou daquelas aquarelas?

 Acho que nada restou desse mundo de sonhos 
Quantas vezes  não me questionei  sobre o quê ainda residia por lá?

Perdi as contas dos que precisam de um transplante cardíaco...
Estamos na pós modernidade 
E aqui a humanitude não serve de nada
 
Não dá para se isentar de nós mesmos
Jamais soubemos tratar as feridas!

Restaram seres que perderam o humano cego
Sem saber atravessar suas ruas agitadas e conturbadas

No esconde-esconde desastres habituais que nunca terão implicações
Imperfeições em LETRAS minúsculas de nosso manual
E ainda assim usamos a máquina!

 Preocupamos-nos demais com as coisas indissolúveis e imutáveis 
Questões atemporais que transcendem o estar no mundo 


A existência é ferida!
Ambição e Riqueza

Todos querem ser dono do mundo
Nem que criem um só para si

Vimos à criança
O jovem
O homem
 A quimera

Os contrastes estão ai 
Ideais tornam-se utopias
Lágrimas, saudade e a vida valendo nada no salve-se quem puder!

Não haverão absolvidos!

 Nascemos e não vivemos, vivemos e não crescemos
Por mais que não falte adjetivos

E o que sobrou ficou enclausurado na bússola 
Dividido em minúsculas partículas de átomos
Dispersados

Poeira pairando no Cosmos

O que éramos para ser 
E nunca fomos 

Tupinikingz






quarta-feira, 30 de novembro de 2016

INVISIBILIDADE IMORAL




" Humanidade perdida entre seus conflitos internos e um mundo que não o vê com significância"



Invisibilidade Imoral


Isso aqui não é estilo
É o que somos

Multiuniversos
Paralelos e Meridianos da cartografia miserável

Não é um desfile de moda
É só a falta de opção mesmo

Eu sei
Somos versáteis
Mesmo que desfavorecidos

Adapte-se ou morra! 

 
Não julgue os significados
Não zombe meus antepassados 

Sem glamour, notoriedade ou visibilidade
Ínfimas tragédias 

Sonhos amontoados sem travesseiros 
A espera de um milagre

Equilibrando-se no fio da navalha
Malabarismo no empírico imediatismo autodidata

É muita treta

Proletário tecnocratizando-se
Preso 
A educação precária

Não há o que ocupar
Não vive o ocupado
Vazio
Ele deve seguir 

Sabotagem 
Sabotador
Sabotado

Longe das alamedas
Boutiques Casas de câmbio
Joalherias 

Somos as flanelas e o Valet
Nômades 
Sonâmbulos

Bel-prazeres?
Não escolhemos
Somos escolhidos 

Cosmopolitas vivendo mal
Pragas da Litosfera
Crosta terrestre
Carregam o peso do mundo

Não haja como se conhecesse-nos
Não sinta-se íntimo 
Há coisas que exalam de nós
Que dificilmente entenderia!


Tupinikingz





segunda-feira, 28 de novembro de 2016

EDUCADOR SOCIAL


B.boy Congelado Gêmeos BBMC'S 
Membro da Lendária crew Dynamik Legs Footwors Renegados
Um dos mais renomados educadores sociais de Cultura Hip-Hop de São Paulo 
(Intervenção Sociocultural de Danças Urbanas na FITO Osasco)


Educador Social

Os momentos e fases pessoais
Confundem-se
E mesmo que saibamos do
Empirismo no senso comum
Não sofre mudanças o enredo.

É... eu também já me questionei,
Confuso mexer nas imperfeições?
Quantos de nós não precisamos deste mal necessário?
Ninguém quer deixar evidente as deficiências
Mas, elas estão lá mesmo que não queiramos.

Somos assim!
Seminaristas do culto ao oculto.

Reconhecer-se e aceitar-se
É como encontrar diamantes no piche.

Vestir-se de ignorância elucidando-se e
Percebendo-se mais longe do perfeccionismo
Põe-se na posição de admirável conquistador do óbvio.

Agora dizer que
Não viu suas ações
Com a testa cheia de feridas
Pode não ser a melhor esquiva.

Sorrisos amarelos e desculpas
Não combinam tão bem
Quanto às impunidades que toleramos com passividade.
Afinal, mudar é medo do incerto.

No que se baseiam nossas certezas?
Fundamentam-se em que?
Só nós mesmos nos sustentamos.

O não dizer "não"
Ampara a certeza de que tudo está para o incerto.

Só coração sem a razão, motivado pelo emotivo
O dever do "estou com você"
Não financia a passagem só de ida para o
Expresso da arrogância irresponsável!

Vontade e altruísmo 
Nem sempre é garantia
De sucesso nesta missão carismática.
Mais... estou há muito tempo nesse pago pra ver
Quem se importa?

Mostre de onde vieste,
Resignique suas tradições,
Deixe-se ser livre,
Potencialize-se elevando-se a infinita potência!

Fácil?
Quem te disse isso?

Se estiver procurando receita pronta
É hora de refazer o caminho
Na ânsia de encontrar o que deixaste passar.

Não aceite nada menos que isso!

Pois, nosso durar,
Amadurece no contextualizar
Meu ontem 
Seu hoje
 
Sei que dá para se fazer diferente
Diante de tantas diferenças e indiferenças.


Pense na mensagem

Construa uma imagem

E se desvendar o enigma de um mundo melhor!

Sinta que cumpriu o seu papel

O humano torrencial
Moldado em suas confluências
Crescendo de pouco em pouco
Acreditando no outro

Soul a arte
Talvez a única educação
A ultima opção
O bem vencendo o mal

Como sempre destemido
Um educador Social !

Gêmeos BBMC’S






domingo, 27 de novembro de 2016

A REFORMA DO CLERO

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A REFORMA DO CLERO

Como então devemos ser?
Folclórico ou inovador?
Nunca teremos a mesma idade que o ciclo social
Então, qual o formato educacional possível?

Pensar a frente com visionaridade
Sem desconsiderar os acessos de informação e conhecimento
Pode ser puro devaneio egocêntrico

Os moldes culturais de caráter informativo construtivo são emancipadores
Resolvem problemas e criam soluções
Daí os sinônimos;
Inove, refaça, recrie e desconstrua
Não podemos ir num único sentido!

Informatizados, Autômatos, induzidos, seduzidos pelo novo.

Desintoxicar-se
É renovar poeticamente os saberes!

Abstrair nossos canais da subjetividade
Reconhecendo analiticamente o cenário atual e o póstumo
A fim de subsidiar condições de reinvenção do contemporâneo

Somos intelectuais orgânicos e pensadores
Nanotecnólogos cibernéticos
Dicotômicos da evolução

Partimos!!!!

Ou se não?
Criaremos bois para matadouros!

Devemos algo?

Criemos então!
Sujeitos transformadores de sua própria realidade.
Conexos com os mecanismos de relação com a atualidade
Resgatemos do abismo, todo saber cultural reflexivo.

Processo dialético
Fomentado na âncora do contextualizar
Para assim
Deixar de ser o que é
Tornando-se a própria supressão.

Caminhar é construir
Para sermos o Tornado de nós mesmos.

GÊMEOS BBMC’S




MORADIA

  “Moradia” não é um texto sobre habitação. É uma autópsia emocional da urbanização brasileira. Os BBMC’S transformam concreto em sintoma hi...