terça-feira, 7 de abril de 2020

ENSAIO SOBRE A SOLIDÃO




Anderson Lopes 
(Tupinikingz Gêmeos BBMCS)
B.boy/MC/Poeta/Educador Cultural/Professor e Ser Humano


" Como olhar para nós mesmos, depois da constatação das contradições que todos os dias ficam evidentes em nossas interações?  

Nossa essência humana parece se sabotar... 

Sua implosão, acontece aos poucos e é justamente nas medidas desesperadas que o pior e o melhor de nós aflora.

As despedidas são cruéis e as memórias do ontem e o amanhã, divagam feito poeira em suspensão no ar rarefeito.

O salve-se quem puder, escancara o quanto incontáveis estão a mercê da própria sorte e do amor verdadeiro que ainda habita seres humanos de verdade.

Depois de tudo isso, serão essas pessoas que nos farão pensar em um lugar diferente para se viver depois que tudo isso for resetado!"




Estampados em todos os rostos
Prensados em Lambe-Lambe
A cada poste, a falta de dignidade

Mais com menos, poder e submissão

Papeis vívidos
Em todos os avatares
Não da mais pra ver o chão

Ha algo pisoteado feito santinhos em eleição

Compleição

Perde-se a consistência empobrecendo

O orgânico e mineral arcabouço ósseo que te mantém de pé

A Fé parece-me inventada!

Apenas para resistir pancadas
Idealizada, para ser uso em oficio

Carregando pedras para construir pirâmides

"Quem planta tamareira não colhe tâmaras"

Veja como é a vida...

Somos a biografia do mundo
Tratados
Como ficções embaladas a vácuo

Contextualizam singularidades
Para serem vendáveis as ilusões

Não é necessário
Gás de mostarda bomba nuclear ou um vírus...

Por muito menos 
Sonhos são dizimados
 Pátrias e bandeiras
Todos refugiados  
E uma estrada sem recomeço

Banalizaram o messias

Areia e Argila  
Sedimentos e resíduos
Tempestade e Tornados
 Sucumbe a matéria que nos compõe

Sociedade privada
Abre cotidianamente o mesmo livro

E quem escreve
Tem culpa sim!

Idolatrando sua beleza mórbida

Palitos de dente
Permitem que eu chore
Impedindo-me
Fechar as órbitas

 Sob idolatria e inexistente escrúpulo

Abismo metafórico
Em algum lugar entre 
Céu e inferno

 Onde
 Coexistem as indiferenças

Homem de barro
Das cinzas as cinzas
Do pó ao pó

Tsunami íntimo

Até que...

Existir
Deixe de ser uma certeza

Afinal

Viver é


Sempre será

Doença e a própria cura!




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