Anderson Lopes
(Tupinikingz Gêmeos BBMCS)
B.boy/MC/Poeta/Educador Cultural/Professor e Ser Humano
" Como olhar para nós mesmos, depois da constatação das contradições que todos os dias ficam evidentes em nossas interações?
Nossa essência humana parece se sabotar...
Sua implosão, acontece aos poucos e é justamente nas medidas desesperadas que o pior e o melhor de nós aflora.
As despedidas são cruéis e as memórias do ontem e o amanhã, divagam feito poeira em suspensão no ar rarefeito.
O salve-se quem puder, escancara o quanto incontáveis estão a mercê da própria sorte e do amor verdadeiro que ainda habita seres humanos de verdade.
Depois de tudo isso, serão essas pessoas que nos farão pensar em um lugar diferente para se viver depois que tudo isso for resetado!"
Estampados
em todos os rostos
Prensados
em Lambe-Lambe
A
cada poste, a falta de dignidade
Mais
com menos, poder e submissão
Papeis
vívidos
Em
todos os avatares
Não
da mais pra ver o chão
Ha
algo pisoteado feito santinhos em eleição
Compleição
Perde-se
a consistência empobrecendo
O orgânico e mineral arcabouço ósseo que te mantém de pé
A
Fé parece-me inventada!
Apenas
para resistir pancadas
Idealizada, para ser uso em oficio
Carregando
pedras para construir pirâmides
"Quem
planta tamareira não colhe tâmaras"
Veja
como é a vida...
Somos
a biografia do mundo
Tratados
Como
ficções embaladas a vácuo
Contextualizam
singularidades
Para
serem vendáveis as ilusões
Não é necessário
Gás
de mostarda bomba nuclear ou um vírus...
Por muito menos
Sonhos são dizimados
Por muito menos
Sonhos são dizimados
Pátrias e bandeiras
Todos
refugiados
E
uma estrada sem recomeço
Banalizaram o messias
Areia e Argila
Sedimentos
e resíduos
Tempestade e Tornados
Sucumbe a matéria que nos compõe
Sociedade
privada
Abre
cotidianamente o mesmo livro
E
quem escreve
Tem
culpa sim!
Idolatrando
sua beleza mórbida
Palitos
de dente
Permitem
que eu chore
Impedindo-me
Fechar as órbitas
Sob
idolatria e inexistente escrúpulo
Abismo metafórico
Em algum lugar entre
Céu e inferno
Onde
Coexistem as indiferenças
Homem de barro
Das cinzas as cinzas
Das cinzas as cinzas
Do
pó ao pó
Tsunami íntimo
Até
que...
Existir
Deixe de ser uma certeza
Afinal
Viver é
E
Sempre será
Sempre será
A
Doença e a própria cura!

Nenhum comentário:
Postar um comentário